terça-feira, 8 de novembro de 2011

Reflexão sobre literatura infantil.

As histórias infantis são excelentes recursos pedagógicos, pois:
  • Organizam e simbolizam os sentimentos e as sensações;
  • Ajudam na elaboração desses sentimentos e sensações;
  • Vêm ao encontro da necessidade que o educando tem de movimento, de ação, de jogo da imaginação e de imitação;
  • Trabalham os valores e as virtudes;
  • Trabalham com a auto-estima, trazendo alegria à vida das crianças;
  • Proporcionam conforto e esperança.
Na Educação Infantil, escolhemos histórias: os clássicos infantis, que servem como temas geradores de todos os conceitos básicos a serem trabalhados em cada faixa etária.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

31 de Outubro - Aniversário de Carlos Drummond de Andrade
 
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Sequência Didática

As sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação.

O procedimento sequência didática é um conjunto de atividades pedagógicas organizadas, de maneira sistemática, com base em um gênero textual. Estas têm o objetivo de dar acesso aos alunos a práticas de linguagens tipificadas, ou seja, de ajudá-los a dominar os diversos gêneros textuais que permeiam nossa vida em sociedade, preparando-os para saberem usar a língua nas mais variadas situações sociais, oferecendo-lhes instrumentos eficazes para melhorar suas capacidades de ler e escrever (Dolz, Noverraz & Schneuwly, 2004, grifos nossos).

As sequências didáticas são usadas somente para o ensino de Língua Portuguesa?

Não. Podem e devem ser usadas em qualquer disciplina ou conteúdo, pois auxiliam o professor a organizar o trabalho na sala de aula de forma gradual, partindo de níveis de conhecimento que os alunos já dominam para chegar aos níveis que eles precisam dominar. Aliás, o professor certamente já faz isso, talvez sem dar esse nome.
É preciso ter alguns conhecimentos sobre o gênero que se quer ensinar e conhecer bem o grau de aprendizagem que os alunos já têm desse gênero. Isso é necessário para que a sequência didática seja organizada de tal maneira que não fique nem muito fácil, o que desestimulará os alunos porque não encontrarão desafios, nem muito difícil, o que poderá desestimulá-los a iniciar o trabalho e envolver-se com as atividades.
Outra necessidade desse tipo de trabalho é a realização de atividades em duplas e grupos, para que os alunos possam trocar conhecimentos e auxiliar uns aos outros.
Para organizar o trabalho com um gênero textual em sala de aula, sugerimos a seguinte sequência didática:
1.    Apresentação da proposta
2.    Partir do conhecimento prévio dos alunos
3.    Contato inicial com o gênero textual em estudo
4.    Produção do texto inicial
5.    Ampliação do repertório sobre o gênero em estudo, por meio de leituras e análise de textos do gênero
6.    Organização e sistematização do conhecimento sobre o gênero: estudo detalhado de sua situação de produção e circulação; estudo de elementos próprios da composição do gênero e de características da linguagem nele utilizada.
7.    Produção coletiva
8.    Produção individual
9.    Revisão e reescrita

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Projeto leitura

 Na roda de leitura
Quero falar sobre o hábito de leitura hoje em dia. Embora a produção de livros venha aumentando, apenas um em cada cinco brasileiros tem o hábito de ler – o que também é dificultado pelo elevado custo do livro.
Por razões econômicas e sociais, muitos brasileiros têm contato com a leitura apenas na escola. E é nesse espaço escolar em que trabalho, que os jovens podem ser conquistados para o livro, e tento, então, fazer com que seus contatos com a leitura sejam interessantes e agradáveis.
Incentivo meus alunos, ajudando-os a compreender textos complexos, comentando os mesmos, fazendo perguntas, lendo junto com eles, trazendo informações sobre autores e temas, auxiliando-os a descobrir o significado de palavras etc.
Na população brasileira, de 15 a 64 anos: 8% são analfabetos; 30% localizam informações simples em uma frase; 37% localizam informação em texto curto; 25% estabelecem relações entre textos longos.
7 na França
5,1 nos EUA
5 na Itália
4,9 na Inglaterra
1,8 no Brasil

16% da população detém 73% dos livros; de 1995 a 2003, a venda de livros caiu 50%, e o número de títulos lançados, 13%. Da população adulta alfabetizada do país: um terço aprecia a leitura de livros; 61% tem muito pouco ou nenhum contato com livro; 47% possui no máximo dez livros em casa.
Fontes: CBL, IBL, BNDES, MEC
Alguns  passos:

Cada aluno recebe um texto (que pode ser uma cópia tipo xerox), um livro, uma revista, etc. Faço uma leitura em voz alta, que é acompanhada em silêncio pelos alunos. Às vezes, alguns alunos lêem, se assim o desejarem.
Em seguida, explico o significado de algumas palavras ou expressões desconhecidas, que eles mesmos indicam. Então, começamos uma conversa descontraída sobre o texto. Eles tiram dúvidas, pedem informações sobre questões do texto, questionam o tema abordado, concordando ou discordando dele, dão depoimentos sobre o mesmo, baseando-se em suas próprias experiências sobre o assunto.
Com este bate-papo sobre o assunto em questão, aproveito para apresentar o autor e suas obras, mostro a estrutura da narrativa, comparo os níveis de linguagem, tudo muito descontraídamente, pois meu objetivo é despertar o gosto pela leitura e aprender com ela, informalmente.
poesia à prosa…

contos porque trazem histórias completas, e permitem a percepção da mesma como um todo, num tempo menor de leitura, principalmente porque a atenção dos alunos é facilmente distraída.

Dica de Metodologia:
Para realização deste projeto, várias ações devem ser desenvolvidas, tais como:
Realização das oficinas: para esse momento, devem-se reservar pelo menos duas horas-aulas como momento entre professores para estudo, discussão, elaboração de aulas, escolha dos recursos, textos, e de ambientes em que poderão ocorrer as aulas.
Atividades práticas: para essa etapa, deve ficar claro que cada professor precisará ser dinâmico e criativo e possibilitar o contato dos alunos com todos os tipos de gêneros textuais que irão facilitar a construção do conhecimento (slides, charges, imagens, textos dissertativos, histórias, transparências, gráficos, painéis, álbum seriado, vídeos, blogs, mapas, etc.). O uso desses recursos deve ser pautado nas estratégias de leitura, que serão diferentes, dependendo do tipo de texto a ser utilizado e da metodologia a ser aplicada. E é interessante que haja, inclusive, mobilidade quanto aos ambientes de aprendizagem, como já propõe várias teorias contemporâneas, pois isso dinamiza e torna as aulas menos corriqueiras. Vale lembrar que, cada professor, deve ter em mente que o foco não é o conteúdo da aula, mas a leitura desse conteúdo, ou seja, facilitar, auxiliar o aluno à leitura desses conteúdos, fazendo inferências, questionamentos, discutindo opiniões, indicando pistas lingüísticas, etc. Tudo para fazer o aluno construir o conhecimento a partir do que ler, tornando-o mais independente.
"Na história, temos visto com frequência, infelizmente, que o possível se torna impossível e podemos pressentir que as mais ricas possibilidades humanas permanecem ainda impossíveis de se realizar.
Mas vimos também que o inesperado torna-se possível e se realiza; vimos com frequência que o improvável se realiza mais do que o provável; saibamos, então, esperar o inesperado e trabalhar pelo improvável."
EDGAR MORAN
O sucesso da EJA em Araçatuba se deve a vários fatores implantados pela Secretaria Municipal de Educação, segundo a dirigente da pasta, Beatriz Soares Nogueira. Além de promover uma força-tarefa para buscar o analfabeto, o município descentralizou o ensino a mais escolas e passou a oferecer merenda, material escolar e uniforme. Recentemente, também firmou uma parceria com o Instituto Federal de Tecnologia de Birigui com o objetivo de capacitar os alunos para serem auxiliares de eletricistas, reparadores de computadores ou de escritórios.


O professor Marcos Francisco Alves, diretor do Departamento de Educação Complementar da secretaria, afirma que os incentivos do município fizeram com que essas pessoas que sofriam constrangimentos começassem a se ver como estudantes de um sistema de ensino com os mesmos direitos de todos os outros, diminuindo assim a evasão e aumentando o aproveitamento escolar.


"Por outro lado, o departamento tem criado condições para que esses alunos possam ampliar o seu mundo, como as idas a cinema, teatro, restaurantes, passeios ao shopping, viagens, entre outros", explicou.


A metodologia implantada em 2008 também colaborou para a permanência do aluno em sala de aula. A secretaria encurtou o período de ensino, em que são aplicados conteúdos de quatro anos em dois. Segundo Alves, aplicou recursos na capacitação e formação dos docentes
"O pensamento só entra em ação quando ele é provocado pelo desejo" Rubem Alves.

Segundo o escritor, a aprendizagem acontece quando é provocado no aluno a curiosidade e dela o desejo de aprender coisas novas.